LGPD, o que sua empresa precisa saber!

Saiba o que é a LGPD e como a lei pode afetar suas ações e estratégias de marketing digital Sancionada em 14 de agosto de 2018 pelo então presidente Michel Temer, a LGPD, ou Lei Geral de Proteção de Dados, deverá entrar em vigor em 2020. Com a chegada da nova lei, o Brasil entrará para o grupo de mais de 120 países que possuem leis específicas para a proteção de dados pessoais. Leia também:Base de leads, por que é importante construir umaDescomplicando o Inbound Marketing4 conceitos de marketing digital para adotar hoje LGPD e suas influências Europeias O texto base da lei e seus principais pontos se alinham com as diretrizes da GDPR (General Data Protection Regulation), que entrou em vigor no ano de 2018 e regulamenta a questão nos países europeus. Mas afinal de contas, o que diz a LGPD? Com abordagem similar à GDPR, a nova lei visa regulamentar a operação das organizações acerca da coleta, armazenamento e tratamento de dados pessoais, ou seja, o processo de geração e relacionamento com leads será impactado. A LGPD considera dado pessoal toda e qualquer informação relacionada à pessoa natural. Já o tratamento de dados refere-se à coleta, classificação, armazenamento, utilização, acesso, reprodução e controle das informações. Os Dez Princípios da LGPD Até então ainda é comum que as empresas coletem dados pessoais sem saber exatamente quais serão as finalidades. Com a nova lei, esse mindset deverá mudar drasticamente. A LGPD estabeleceu 10 princípios que visam tornar mais transparente o processo de coleta, tratamento e uso de dados pessoais, tanto para as empresas e, principalmente, para quem os fornece, ou seja, os usuários. 1 – Finalidade especificada e informada explicitamente ao titular, ou seja, deixar claro para quê sua empresa está coletando aqueles dados. 2 – Adequação à finalidade previamente acordada e divulgada. Como os dados coletados serão adequados para atender à finalidade proposta pela empresa. 3 – Necessidade do tratamento, limitado ao uso de dados essenciais para alcançar a finalidade. 4 – Acesso Livre, fácil e gratuito das pessoas à forma como seus dados são tratados. 5 – Qualidade dos dados, deixando-os exatos e atualizados. Atendendo à real necessidade no tratamento. 6 – Transparência, ao titular, com informações claras e acessíveis sobre o tratamento e seus responsáveis. 7 – Segurança para coibir situações acidentais ou ilícitas como invasão, destruição, perda ou difusão indevida. 8 – Prevenção contra danos ao titular e aos demais envolvidos no processo. 9 – Não discriminação, ou seja, não permitir atos ilícitos ou abusivos. 10 – Responsabilização do agente, obrigado a demonstrar a eficácia das medidas adotadas. LGPD na Prática, o que vai mudar? A priori, todas as empresas que coletam dados pessoais deverão mudar sua cultura. Sim, esse é o primeiro (e mais importante) passo para se adequar à LGPD. Sua equipe precisará adotar a cultura de maior transparência e responsabilidade com os dados de seus leads. Vale lembrar que a lei se aplica também aos dados offline. Por isso, organizar a papelada e criar uma rotina de constantes avaliações e atualizações se faz necessário. Um bom começo para adequar sua empresa é:1 – Identificar quais dados são coletados;2 – Separá-los e organizá-los corretamente;3 – Gerenciá-los de maneira sistematizada. Privacy By Design Empoderar o usuário. Dar a ele o controle sobre seus dados de maneira direta e gratuita sem afetar a qualidade do serviços a ele oferecidos. Em linhas gerais, privacy by design é sobre isso. É claro que existem, dentro desse contexto, as especificidades de cada serviço. Em alguns casos, a oferta de produtos ou serviços poderá ser limitada, se esses necessitarem dos dados pessoais para operar e o titular não desejar fornecê-los. No entanto, isso deverá ser explícito ao usuário no momento do aceite/contratação ou compra. Além da transparência, o privacy by design também abrange o campo da segurança e proteção de dados. Logo, as empresas deverão investir em soluções que garantam um ambiente seguro para abrigar os dados pessoais dos usuários. Bons exemplos desta prática são banners e popups que trazem consigo uma caixa de seleção onde o titular/lead clica e declara estar de acordo com a finalidade da coleta, tratamento e uso de seus dados pessoais por parte da empresa. O Encarregado de Dados Quase um guardião das boas práticas adequadas à LGPD, o Encarregado de Dados será uma figura importante nas empresas. Sua função principal é garantir que a empresa processe dados pessoais de leads (titulares de dados), fornecedores, colaboradores e quaisquer outros que mantenham relação com a empresa de maneira correta. Empresas denominadas controladoras (que decidem o que acontece com os dados) e/ou operadoras de dados (que processam e tratam os dados conforme diretrizes do controlador) vão precisar deste profissional, que poderá ser pessoa física ou jurídica. De acordo com a § 2º da LGPD, as funções do encarregado de dados são: 1 – Aceitar reclamações e comunicações dos titulares, prestar esclarecimentos e adotar providências; 2 – Receber comunicações da autoridade nacional e adotar providências; 3 –  Orientar os funcionários e os contratados da entidade a respeito das práticas a serem tomadas em relação à proteção de dados pessoais; e 4 – Executar as demais atribuições determinadas pelo controlador ou estabelecidas em normas complementares. São mudanças que já estão acontecendo. Algumas empresas poderão ter mais facilidade para se adequar, já outras (que vendem e oferecem dados pessoais) terão de repensar toda sua cultura e propósito. E no final das contas, a LGPD deve ser vista como algo positivo para o mercado. Uma vez que vivemos na era da informação, nada mais justo que tratá-la com respeito, responsabilidade e ética. É o que desejamos para o presente e futuro. 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Tendências de Marketing Digital para 2020

É sabido que o marketing digital tem crescido muito nos últimos anos. Graças a isso, o posicionamento de uma marca é quase inexistente se não habitar igualmente o ambiente digital e o mundo físico. Ano após ano, tendências vem e vão. Umas se tornam verdades, outras às vezes não vingam. E em 2020 não é diferente. Separamos 5 delas para você posicionar melhor a sua marca desde o início dos anos 20. Leia também: A sensibilidade que todo negócio precisa ter Círculo Dourado para encantar negócios e pessoas 4 conceitos de marketing digital para adotar hoje 1 – Pressão Ecológica Em 2020, a pressão sobre as marcas será maior. Cada vez mais as pessoas estão agregando ao seu modo de vida valores alinhados ao meio ambiente e sustentabilidade. E com isso a exigência é que as marcas também o façam. Ao contrário do que se observou nos anos 2000, onde as empresas ecologicamente corretas “lacravam” pelo simples fato de adotarem este posicionamento, a maré agora é outra. Se sua marca não pratica ações sustentáveis, não é ecologicamente correta e não advoga em favor do meio ambiente, prepare-se para a desaprovação e até mesmo o boicote de boa parte dos consumidores. É fato que as marcas que se propõem a abraçar este valor desde sempre têm muito mais vantagem agora. Em 2008, a Tesla Motors lançou seu modelo Roadster, seu primeiro super carro elétrico. A ideia de Elon Musk era dar aos carros elétricos um status de esportivos, descolados e desejados. Algo que até então não era visto. No entanto, à época, o modelo era tido como um conceito. Em 2020, a Tesla já conta com diversos modelos elétricos pelas ruas dos EUA e Europa e o Model 3 alcançou o 3º lugar na lista dos mais vendidos no Reino Unido. Se sua marca já era “verde”, bom para você, aproveite para surfar ondas maiores. Mas se ainda não é, o tempo de inserir uma cultura sustentável está quase esgotando. 2 – Humanização das Marcas Em 2020 as marcas humanizadas terão ainda mais poder. Você com certeza já esbarrou por aí com algum bom exemplo de marca humanizada. Uma das fortes tendências de marketing digital para 2020 é a criação de avatares que trazem consigo toda a personificação das marcas. Você conhece a Lu? Há algum tempo o Magazine Luíza lançou sua personagem digital que é, ao mesmo tempo, uma pessoa e a própria marca. A partir dessa criação, o branding da empresa alcançou novos patamares. Uma rápida olhadinha no twitter da Lu revela não somente ofertas da loja, valores da empresa, mas também seus gostos e sua personalidade. A Lu chegou a ser até palestrante no último ano e caiu no gosto e simpatia de quem mais importa: os consumidores. É uma maneira inteligente de se aproximar do público uma vez que relações interpessoais acabam sendo bem mais naturais e prazerosas. E já não há aquela estranheza por lidar com avatares e robôs com inteligência artificial. Google Assistant e Alexa já estão milhões de lares brasileiros. Isso sem contar a presença em smartphones, território que a Google divide com a Siri, a Cortana e tantas outras. Pense em sua marca como uma pessoa. Dê a ela sonhos, desejos, medos, desafios. Personifique tais valores na comunicação e tenha um relacionamento mais natural com seu público. 3 – Personalização de Experiências Consumidores querem mais relevância. “Me dê exatamente o que eu quero!” – Essa não é uma das tendências de marketing digital para 2020. Este desejo é quase tão antigo quanto o próprio capitalismo. Mas então por que raios ele voltou à tona em 2020? Ora, muito simples, veja quantos novos serviços por assinatura surgiram nos últimos 5 anos. Netflix, Spotify, Globoplay… Quer exemplos que não sejam streaming? Clubes de café, de vinhos, de cervejas, de comida. Que tal uma assinatura mensal que entrega sempre seus produtos de higiene favoritos? Achou essa ideia genial? Tarde demais, alguém foi mais rápido. As pessoas simplesmente se acostumaram a receber exatamente o que desejam, mas ainda há espaço para mais. É possível personalizar um pouco mais. E é o que grandes players do varejo vêm fazendo com a personalização de ofertas, por exemplo. Pra quê receber um alerta de tênis de corrida em oferta se você não pratica esportes e nunca comprou nada dessa seção? Entenda quem são as pessoas que compram da sua marca e personalize sua comunicação. Ofereça exatamente o que elas querem. 4 – Conteúdos em Áudio Sua marca ganha pontos se não exigir 100% da atenção de seu público. Conteúdo em áudio é uma das grandes tendências de marketing digital não só para 2020, foi em 2019, 2018 e até mesmo antes. Não significa que a era de ouro do vídeo chegou ao fim, mas é fato que os podcasts roubaram a cena em 2019. Ao contrário das mídias analógicas, onde o rádio fez sucesso antes e só depois a TV teve seu espaço, no marketing digital e na internet como um todo só agora o áudio é a bola da vez. Já comentei ali em cima sobre a Google Assistant e a Alexa. Pois elas são embaixadoras de outra das grandes tendências de marketing digital para esta década, as buscas por voz. Até o fim deste ano, estima-se que 30% de todas as pesquisas não usarão uma tela. Então levante bem as orelhas da sua marca e se atente ao que os consumidores estão dizendo. Em resposta, aposte nos conteúdos em áudio. É hora de criar seu Podcast. Um conteúdo mais imersivo, com maior taxa de retenção e menor investimento em produção. Sua marca pode estar em contato com seu público durante 30, 40 ou até 60 minutos ininterruptos. É tempo de ouvir e de falar. Sua marca precisa conversar com as pessoas. 5 – Marcas Transparentes Brilham Mais As pessoas querem honestidade, bom senso e transparência das empresas. Ninguém gosta de se sentir enganado ou lesado. Entregar o que foi prometido e ser honesto com os consumidores é…